Um canto de pássaro livre e feliz, ou não, se contrastando com uma tarde abafadamente nublada em um tom mais azul anil do que cinza. Devo estar sendo mais eu agora, um pouco da de sempre e o restante de eus e mais eus se mesclando, formando a mim, ou mesmo o meu eu. Nem eu sei, apenas sinto.
Me perguntaste se houve, se eu notei alguma mudança. Caramba, eu havia pensado sobre isso antes, mas não cheguei a chegar a uma conclusão decente(na falta de um termo mais adequado, fica este mesmo). Odeio ser questionada sobre algo que eu não tenha refletido antes de responder, que eu não tenha um pensamento conclusivo sobre. Ser pega de surpresa não é bom, o que é bom é ter mente livre para pensar em todas as possibilidades de respostas, sem a pressão do momento. O tempo nos limita.
Eu respondi, respondi o que haviam me falado, respondi o pensamento de todos sobre meu eu, não o meu. Esse talvez tenha sido o erro que deve ser melhorado. Que se dane o pensamento deles em relação a mim. O que eu penso sobre meu eu? O que importa é o que eu penso, o que eu acho e, eu estou vendo diferenças que eles não veem, simplesmente porque eles são eles, não são o eu. Eles nunca saberão, e mesmo assim teimo em dar crédito aos comentários, ou teimava, não mais teimo, penso em mim antes deles. Tecnicamente, isso foi um tanto egocêntrico, como os Romancistas talvez, mas se eu não pensar por mim, quem pensará? Ninguém..
Olho por olho, dente por dente e o mundo acabará cego. Ou não. É o que dizem. Mas ficarão mais cegos, mais alienados do que já está toda a população? Realmente tenso. O mundo está cego. Onde estão os pensadores repreendidos por pensarem além de seu tempo, que só foram reconhecidos depois que foram mortos, ou morreram por morrer, pelo tempo; cadê eles que farão o futuro? Onde estão os Sócrates, Freuds e Galileus dessa nossa era? Não vejo um futuro para esses tempos, está cada vez pior. O mundo como era antes foi privilégio de quem soube aproveitá-lo, o de hoje nem sei se tem algum privilégio, talvez seja para quem sabe rejeitá-lo. Se aliar a ele é demais. Prefiro continuar na caminhada seguindo os da contra-mão. Esse é o espírito do velho mundo, eles pensam por eles, se aqueles de hoje não querem pensar por si mesmo, problema é deles né.. os do contra pensam por si, fazem por si, agem por si, fazem a parte deles, fazem o seu papel; deveriam ser exemplos para outros tantos, mas infelizmente, o que é bom é sempre escasso.
Ser independente num mundo dependente. Dependente de tanta coisa, viciado em todas as drogas viciáveis, e não digo droga de droga, pode ser qualquer atualidade fútil pela qual as pessoas se apegaram. Ainda se apegam. Ainda nos apegamos. Temos que nos adaptar.. o mundo é feito de adaptação, mas nem por isso temos que contrariar dogmas e desmentir nossas crenças. Cada um possui a sua. Crie-as você.
Andar na contra-mão é legal, ela disse, eu digo. Ser diferente é ser você. É se libertar de uma imposição, é se libertar de você mesmo, é se permitir sem omitir, crer sem ser pessimista, e mesmo que seja, todos acreditam em um certo momento né, então sejamos otimistas. O mundo está ai à disposição para acreditarmos no que quisermos, nos dá todas as possibilidades possíveis, basta escolhermos e criar nossas teses, e defendê-las, acreditando que vamos conseguir, acreditando em nós, falando com todas as forças que somos capazes. E sim, nós somos, cada um é capaz de se permitir, é capaz de se acreditar.
Ela acreditava que ia chegar, e porque ela acreditava, ela iria conseguir.. Com a licença de Clarice para uma modificação na frase..
E com tudo isso.. apenas aprendi a ser do contra. E, se me perguntarem e eu não tiver pensado sobre o assunto para responder, pensarei na hora e demorarei quanto tempo for preciso para me deslocar sobre todos os campos a procura da resposta coerente(era essa a palavra que me faltou no início do texto, lembrei-me já no final).
Nenhum comentário:
Postar um comentário