Às vezes nossa maior vontade é voltar ao tempo em que éramos pequenos, quando nossa maior tristeza era quando não conseguíamos ver nosso desenho favorito, quando nossa maior alegria era ganhar um abraço ou um presente, quando acordávamos no meio da noite e íamos nos deitar na cama dos nossos pais, quando M&M e KinderOvo davam pra gente comprar com as moedinhas do troco do pão, quando computador era só para quem trabalhava sério, quando Teletubbies e Bananas de Pijama ainda nos fazia morrer de ri e não tínhamos outra preocupação sem ser sorrir sem limites, quando dizíamos eu te amo para nosso pai sem vergonha, quando chamávamos nossa mãe de mamãe na frente de todos os amigos e nos sentíamos o melhor filho do mundo por isso, quando nosso avô nos levava para dar uma volta a cavalo, quando íamos pra casa da vovó e ela fazia maça do amor e pipoca doce pra gente, quando víamos todos sorrirem e acreditávamos que aquele sorriso era real, quando nossa inocência ainda era aceitável, quando pegávamos o cobertor e íamos sentar no sofá pra ver desenho sem os pais implicarem com isso, quando deixávamos uma luz ligada de noite com medo do escuro e ninguém reclamava do clarão, quando nosso mundo se resumia em bonecas e brincadeiras, quando nosso sorriso era mais sincero, quando ainda nos perguntávamos como tínhamos nascido, quando crianças de 11 anos ainda brincavam de bonecas e se preocupavam em ajudar a mãe a limpar a casa para que ela ficasse feliz depois de um dia inteiro de trabalho, quando acordávamos nossos pais de madrugada para dar boa noite, quando não sentíamos o tempo passando tão depressa, quando nossa única preocupação era ser feliz e a gente conseguia, mesmo sem saber. É disso que o mundo hoje precisa. As pequenas coisas fazem toda a diferença.

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