17/10/2010

Me surpreendi com a capacidade de algumas pessoas de notarem nosso estado de espírito só por um olhar, somente pela maneira de cumprimentá-las. O dia havia sido normal, exceto pelo fato de não ter ficado praticamente o dia inteiro em frente a essa droga de computador, que muitas vezes chega a me irritar. Tomei sorvete com uns amigos, andei, pensei, ouvi música –Scorpions e Engenheiros do Hawaii-, me arrumei e sai de novo, pra onde eu havia esperado a semana inteira e contado cada dia pra que chegasse novamente terça-feira. Eu realmente não sei o motivo da minha ansiedade de ir naquele lugar, talvez porque me faça bem, falar um pouco do que sinto e do que sou pra alguém que eu desconheço e que ao mesmo tempo que vai me conhecendo, vou desvendando quem ela é. Logo que chego lá sinto um cheiro que acalma até o meu lado nervoso, é relaxante aspirar aquele ar, só não sei defini-lo, mas um dia ainda a perguntarei o que seria esse calmante que absorvo pelo ar. Um nervoso, uma ansiedade, que chega a me incomodar um pouco, toma conta de mim quando sento na cadeira vermelha e fico a esperar que a porta então se abra para que eu possa entrar e revelar a minha vida. Enquanto espero, leio e releio mil vezes as frases do mural –se é que aquilo é mural..-, e infelizmente tenho que ouvir algumas músicas na rádio ,que toca sem parar na “sala” de espera, que talvez fosse preferível que nem existissem, ou isso seja apenas um preconceito meu por não gostar do estilo que estava tocando.. Mas quando a maçaneta da porta gira e quem acabara de se “confessar” sai da sala para que eu possa entrar, da um frio na barriga e ao mesmo tempo um medo, de que eu não sei ainda, mas sempre é assim. Ontem em especial, quando pisei na sala e a cumprimentei, ela já me perguntou o que aconteceu que eu estava radiante, disse que eu estava como se estivesse visto o passarinho verde e perguntou o que era ou se era apenas impressão dela, eu como sempre, abaixei a cabeça de vergonha, ou não sei definir outro sentimento e fiquei até surpresa, por ela conseguir em alguns milésimos de segundos ver como eu estava no momento.. eu realmente estava feliz, estava radiante aquele dia e eu realmente não sabia explicar o motivo, ou seria pelo meu dia ter sido bom e eu ter feito algumas coisas diferentes do meu normal, só que ao fato dela me perguntar o por que e me decifrar tão rápido, me fechei em meu casulo novamente e apenas respondi olhando para minha blusa que era apenas impressão dela.. e o resto da sessão, foi como sempre, eu acho, mas sempre saio de lá com aquela sensação de que não falei tudo que eu queria, que guardei muita coisa dentro de mim de novo e eu poderia ter me aberto mais para que ela me entendesse e pudesse me conhecer como eu realmente sou por dentro. 28/07/10

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