26/09/2010

Uma noite fria, escura e com o céu sem estrelas, apenas nuvens encobrem aqueles pontinhos brilhantes que tanto nos aproximou. Aqueles pontinhos, vulgo estrelas, aquelas, que nos dias em que não nos víamos estavam lá, e no silêncio de tudo mais, olhávamos para elas e nos sentíamos juntos de novo. Quando caia a chuva e não havia estrelas no céu, dizíamos que a chuva nos tinha afastado, nos tinha deixados distantes um do outro. Mas quer saber.. as estrelas, quando estão lá, nos deixa com o pensamento um no outro, ela nos fazia/faz pensar em nós, mas quando chove, ou o céu está nublado, elas ainda estão lá, apenas atrás das nuvens, mais estão lá, elas sempre estão lá e sempre estarão, portanto, não há o que nos afaste um do outro, pois olhando pro céu, saberás que elas estão lá pra nos unir.. onde quer que estejamos. Ouvindo música, andando pelo centro da cidade, no frio como é bom, com o pensamento em algum lugar do espaço. Olho para o céu. Nublado como já era esperado em tempo de frio, muito frio. Mas lembro que as estrelas, elas ainda estão lá. Penso em você. Vejo uma livraria mais adiante. Pergunto se por acaso teria o livro que me disseste. Por azar não tinha. Vou andando sozinho pelas ruas, ouvindo Perfeita-Simetria – Engenheiros do Hawaii, que por sinal é uma das melhores bandas que existe, ou não. Por cada pessoa que passo na rua procuro olhar em seus olhos, tentar decifrar o que tem por trás deles. Logo que sai da livraria, passou uma mulher, já meio de idade, perto de mim, seus olhos estavam meio tristes, ela andava olhando para o chão. Parecia sem rumo, como eu. Mais adianta passou uma guriazinha com um sujeito mais velho, penso ser seu pai; ela estava sorrindo, olhou para mim e sorriu enquanto o moço ao lado a abraçava por causa do frio. Por estarmos indo em sentidos contrários, quando já tínhamos passado um pelo outro, olhei pra trás para vê-los novamente e eles aviam encontrado uma mulher, bonita ela por sinal. Parecia mãe da menina ou namorada/mulher do homem. Faziam a típica família feliz, e depois continuaram andando. Fiquei um pouco sentado na praça ouvindo Engenheiros. Tinha um mendigo deitado bem no meio da praça, estava coberto com jornais e não estava bem agasalhado, provavelmente estava tentando dormir; digo tentando, pois devia estar com frio, fome e se sentindo sozinho. Ou talvez estivesse bêbado, então não fui incomodá-lo. Levantei e vim andando devagar ao ritmo das músicas até chegar em casa. Tomei um banho, e fui me deitar.

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